
Era verdade. Era isso que era: era tudo verdade.
Os livros, os contos, a louça que eu nunca lavava, as músicas de jazz (ou tango argentino?), o espelho embaçado que mostrava, não podia ver, mas o espelho insistia em me mostrar uma forma de homem sedutor. Eu posso dizer que nenhuma mulher, nem as mais caprichosas e caprichadas, chegavam aos pés do que eu tentava ver pelo reflexo do espelho.
O mais incrível era que, quando eu ouvia ele falar de mim pra mim, Chico Buarque não passava de nome de rua. (Era verdadeiramente um homem sedutor)
Antes de eu ir embora, eu desembacei uma parte com algumas palavras:
"Queria voltar aqui todos os dias."