
Fiquei pensando em qual seria a resposta desta manhã.
Adianto: deu tudo certo. Eu sorri atrás do computador e disse: “isso” – como eu havia planejado na noite anterior. E deixei de dizer um outro tanto de coisa, de coisa ruim, de coisa que me deu medo e me fez dormir de abajur ligado.
No meio da confusão da noite, eu fiz uma promessa a mim mesma. Eu disse: se a resposta for a boa, eu ato os laços. Eu tinha quase certeza que era a outra, a resposta ruim que eu teria. Porque era mais ou menos assim: só tinha UMA resposta que poderia ser a boa; todas as outras iam dar em perdição. Mas foi meio mágico, porque ele não sabia de nada, e disse exatamente o que eu queria ouvir. Exatamente aquele entre todos os outros.
É estranho, mas às vezes eu fico pensando em quanto da vida depende exclusivamente da sorte. Deve ser porque é estranho pensar que a maioria das coisas está completamente fora do controle. Eu digo isso não por experiência própria. Porque eu disse, ele falou exatamente o que eu esperava ouvir. Muito mais que um simples lançar de dados.
Eu acho que, pra ele, só havia uma resposta. Aquela.
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“There are moments in a match when the ball hits the top of the net, and for a split second, it can either go forward or fall back. With a little luck, it goes forward, and you win. Or maybe it doesn't, and you lose.” (Match Point, 2005)
