29 Abril 2008

time after time




É engraçado. O dia insiste em nascer todos os dias. Se vai chover ou não, se eu vou levar um tombo no meio-feio ou raspar o braço na mochila do homem de terno pouco importa. Se eu vou chegar mais cedo e ficar tentando fazer a resenha, ou se eu fico de olhos nas propagandas entre a novela, pouco importa. Bem pouco importa se eu decidi pintar o cabelo de ruivo e cortar chanel. O dia insiste em nascer do mesmo jeito: aquele friozinho de manhã e aquela fome às 10:30 que me deixa um pouco embaraçada quando me perguntam se eu costumo comer arroz com feijão no café da manhã. Daí eu pego e entro embaixo do edredom, contando os cinco minutos entre dormir e acordar. Às vezes eu acho que seria melhor se o dia não nascesse e a noite rolasse sem fim.

Porque daí eu faria desse jeito: ligava a música que eu gosto. Que é brega, mas que eu gosto: Sailing Trough the Night, do Supla.

- Carol, se você não postar esse mês, vai ser a primeira vez na história do seu blog que vai passar um mês em branco.

Porque foi mais ou menos assim: documento1 em branco durante todo o mês. Era ligar o computador e ver o branco, o branco passível de ser preenchido, mas pelas teorias lingüísticas que não são minhas, pelas análises dos exames citológicos que não são meus e por um ou outro e-mail que eu não posso deixar de responder.

Entre uma aula e outra, ou uma resenha e uma aula, eu liguei o Supla no youtube pra ver o que acontecia. E o tempo parou. Faz uns 10 minutos que o relógio está aqui do lado marcando 20:31.