17 Abril 2007

Mr. Postman ou Quanta bobagem!


Unhas descascadas de propósito. E uma desvontade de almoçar que dura já dois dias.
É isso o que acontece comigo quando recebo assim, de repente, um bilhete anônimo dizendo que o “objeto 244875” me aguarda nos Correios.
“Por que é que não veio num envelope?” “É tão grande assim?” “Quem foi que mandou e não quis se identificar?”
Uma noite inteirinhazinha sem dormir. Vira de cá, vira de lá.
E o estômago, foz de todos os meus sentimentos, doía que só.
“Será que veio do Rio de Janeiro?” “Será que é um testamento?” “E se for uma bomba?!!”

Cheguei nos Correios em cima da hora. Faltei à aula. Machuquei o dedo. Quase fui atropelada. Por bem pouco...
Na salinha de espera a minha senha era D1556. Estava no A. Mas não rodou todo o alfabeto.
Pãn raaaam: D1556.

A minha mão tremia. O que será? De quem será?
Era uma caixinha 15x20cm. To-da la-cra-da.

Remetente: Editora bláblá. Abri. Tinha me esquecido do livro que comprei pela internet.
Humpth! O livro.

É uma maniazinha de querer me achar importante que só vendo. Eu tinha um amigo, o Marcelo [tinha porque não o vejo mais], e ele me disse um dia que devemos esperar bem pouco do mundo. Porque daí sempre nos surpreenderemos com uma boa novidade, sempre!

Mas é tão pouco. É tudo tão ralo. E cinza. E 20ºC.
Fico pálida. E desmonto.

Você sabia que eu ando em cima de uma perna de pau? E que eu posso desmontar a cada momento de calmaria?
A perna de pau só fica no alto enquanto o artista se movimentar. Já percebeu como é que é? Se parar, ele cai. E eu caio.


Acho que preferiria a bomba. Ainda sim.

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