18 Janeiro 2007

Inefável

Já rasguei uns 2 textos prontos...

Fechei sem salvar outros tantos...

As idéias acho ridículas e os sentimentos são palpáveis demais...

Não está dando por enquanto.


Mas enquanto isso, no lustre do Castelo:


13 Janeiro 2007

Vamu que vamu!


Drama, drama, drama...
A vida é assim, por si só, bem dramática.
Mas eu me atrevo a pintar meus olhos grandes cada dia de uma cor diferente. A cor de hoje é amarelo. Porque há pedaços de um livro grifados em amarelo. Há umafrase inteira de um livro grifada só para mim. E eu me sinto a pessoa mais importante da face da Terra.
Você mal sabe estacionar o carro e aprendeu a arte de parar de tremer diante de uma situação difícil há pouco. Às vezes acho que ainda não aprendeu. Mas é tudo reconfortante... é tudo tão reconfortante que eu não quero tirar dos olhos o amarelo nunca mais.
É que amanhã a cor tem que mudar. Você tem aí tinta cor de por do Sol laranja?
A vida é assim, por si só, bem dramática.
Mas eu me atrevo a mudar de vida todos os dias. Eu juro que não é para machucar você, mãe. É só desobediência.
Eu acho que só estou viva por desobediência. Eu nunca falei sobre você, mãe. Mas hoje, enquanto eu tiro as minhas roupas do armário, pronta para ir embora, justo no primeiro dia em que a minha cama não está mais no quarto, você vem e se oferece para dormir no sofá. Eu amo você. Mas eu preciso ir. Afinal, são 20 anos. E com 20anos eu me preparo para sair e nunca mais voltar.
Nunca mais é uma palavra muito muito dura. Todas as vezes que eu nunca mais fiz uma coisa, de certa forma eu a fiz inconsciente. Mas eu não vou voltar. O meu espírito está pegando fogo. A minha vida está cinza demais. Esse desgostar e desencontrar a vida me faz a única responsável pela minha felicidade. É tudo muito incerto. Mas o certo é que já não estava mais dando certo o modus vivendi que tomei. Então, eu vou arrumar minhas saias coloridas numa mochila e partir em busca de um não-sei-o-que, que talvez eu encontre enquanto sempre quiser mudar para melhor.
Louca? Insensata? Eu sei... Eu não ligo.E mesmo assim, me disse: "É legal, é legal...". E então, eu vou.
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"Eu sei que ela nunca compreendeu/ Os meus motivos de sair de lá/ Masela sabe que depois que cresce/ O filho vira passarinho e quer voar"

01 Janeiro 2007

A Mim o Ano Novo!


E há de se escrever porque é ano novo. E há de se comemorar esse novo clima. Há de se trocar as roupas e a sapatilha. E há, evidentemente, de se trocar de cabeça. Há de se pintar as unhas de vermelho vibrante para que se esquente o coração. Há de se deixar as atitudes antigas, mesmo que sejam boas. Há de se inventar novas atitudes, mais ousadas, mais amadas. Há de se amar acima de tudo: amar a si próprio. Há de se amar o próprio umbigo acima de todas as coisas que se movem, todas as coisas sagradas. Há de se mudar de casa, de quarto, de roupa de cama. E há de se tirar do fundo do armário aquelas roupas que ficavam tão bem em você. E há de se doar todas as coleções que ainda estão na moda. Há de se entender que este ano é ano ímpar e, por ser assim, será muito apaixonante. Há de se entender que, por não ser par, terá menos oportunidades profissionais. Há de se querer que tudo isso seja bobagem; mas no fundo sabes que não é. Há de se usar as experiências para ser mais fiel aos princípios. Há de se conquistar novos princípios, porque um homem é só um homem e sempre quisera ser um HOMEM. Há de nunca precisar mentir. Há de nunca fazê-lo. Há de se respirar o ar fresco das manhãs e de ingerir o monóxido as seis da tarde junto com o pôr do sol. Há de ser leve e livre. Há de nascer uma estrela no céu só para poderes admirar. Há de tocar xotes toda vez que acordar.

A Deus o Ano Velho.
A mim o Ano Novo!

“Por isso eu vou na casa dela/ Falar do meu amor pra ela/ Tá me esperando na janela/ Não se vou me segurar...”


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