28 Maio 2006



Será que vai dar?

Por quanto tempo você agüenta sem respirar?
Por quanto tempo, eu te pergunto.
Você me olha assim resignado, mas não fica nem dois minutos. Nem um eu diria. Que tal testar? Mas para quê? Se sabemos que não agüentaria... não, você não agüentaria.
Mas e se ao longo do teste você fique firme, acabe se sufocando e morra? Você ainda vai ficar olhando para mim, petrificado. Com uma dignidade de barão. Morto.

Quanto tempo você agüenta sem comer?
Mas sem comer nada mesmo. Nem dar uma mordiscada em algum chocolate com essência de morango. Não pode ser nada. Nem água, nem refrigerante.
E então? Quanto tempo você agüenta? Han?
E você dirá? Mas são coisa de subsistência básica, não dá para ficar sem. Será que amar é alguma coisa de subsistência básica?

O que eu sei é que quando estamos com fome, inventamos um prato, assim como a galera do sertão do nordeste inventa pratos com palma.
E quando não conseguimos, gritamos, berramos, num uníssono agudo inconfundível, como choro de fome de criança. A mãe sofre, a mãe fica louca. E dá o peito.

Ta tudo muito calmo por aqui.
Vou ali fora respirar um ar fresco.
E também preparei um jantar especial.
Você está servido?

Os peixes também amam.

Pergunta que não quer calar: Eu não sabia que o telefone tem campainha. Isso significa que quando damos um trote é como se apertássemos uma campainha e saíssemos correndo?

Resposta secreta: “E alguém dirá: se VOCÊ está com fome, por que VOCÊ não grita? Eu estou gritando. Olha só.”

23 Maio 2006



“Essa sua indifereeeeeença é que me mata”. Música do Zezé de Camargo para o post começar meio brega. Mas eu não ligo porque afinal nesse mundo fashion week o na moda só dura até o próximo fashion week e vira brega assim, facinho, facinho.
Mas eu não quero falar de moda, nem de igreja, nem de pessoas, nem de nada. Porque sobre todos esses assuntos alguma coisa eu já falei e mesmo que um repente Dantesco me venha à mente, no papel a coisa mente e escrevendo em teclado, então... some, vira fumaça, vira nada. Algumas coisas são sinceramente irrepresentáveis pela escrita. Ela não é tão poderosa quanto parece pó si só. É sempre necessário aquele toquezinho mágico naquele final de texto, ou ainda aquela comparação final que o torna digno de sentimento. Poucas palavras são dignas de sentimento. Poucas pessoas são dignas de sentimento.
Por que é que as coisas não duram para sempre? Assim, na forma imutável de nunca querer mudar. “Eu não quero que acabe nunca, Kevin”, disse Winnie Cooper, a namorada do Kevin Arnold, dos Anos Incríveis. Mas até nessa minissérie que eu amo tanto, eles terminaram. Eu chorei. Ahhhhhhh... que bobinha que eu sou, mas acho que é a única coisa legalpracaramba que passa na tv. Me faz viajar para longe, quando eu ainda vivia os Meus Anos Incríveis.
Naquela fase eu fazia algumas promessas e amava de um jeito que só a sinceridade daquela idade podia me trazer. Só naquela época eu sentia de verdade, eu tocava os sentimentos de Platão só naquela época. Por que agora a tinta é toda aquarela e uma chuvinha fina descolore o arco-íris?




Agora eu estou fria.
José, para onde?

08 Maio 2006




SOBRE HOMENS E TUDO O MAIS



Odeio.